terça-feira, 20 de junho de 2017

Trump anuncia cancelamento de acordo e apoia embargo dos EUA a Cuba

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o "cancelamento" da política de Barack Obama para Cuba e se mostrou disposto a negociar "um acordo melhor" com a ilha, mas apenas se houver avanços "concretos" para realização de "eleições livres" e a liberdade de "prisioneiros políticos". As informações são da Agência EFE.

"Não suspenderemos as sanções a Cuba até que todos os prisioneiros políticos sejam livres, todos os partidos políticos estejam legalizados e sejam programadas eleições livres e supervisionadas internacionalmente", disse Trump durante discurso em Miami.

O presidente também desafiou Cuba "a comparecer à mesa (de negociação) com um novo acordo que esteja no melhor interesse tanto do seu povo como do americano", e considerou "cancelado" o marco estipulado entre Obama e Raúl Castro para normalizar as relações bilaterais.

Donald Trump advertiu, no entanto, que "qualquer mudança" à sua postura com Cuba dependerá de "avanços concretos" rumo a objetivos como as eleições livres, a liberdade de presos políticos e a entrega à Justiça americana de "criminosos e fugitivos" que encontraram refúgio na ilha.

"Quando os cubanos derem passos concretos, estaremos prontos, preparados e capazes de voltar à mesa para negociar esse acordo, que será muito melhor", assegurou Trump.

"A nossa embaixada permanece aberta com a esperança de que nossos países possam forjar um caminho muito melhor", acrescentou Trump, que não tomou nenhuma medida para rebaixar o nível de relações diplomáticas com a ilha.

O governante americano assegurou também que confia em que "logo" chegará o dia em que haja "uma nova geração de líderes" que implemente essas mudanças em Cuba, uma vez que o presidente cubano, Raúl Castro, deixará o poder em fevereiro de 2018.

Trump anunciou ainda que se "restringirá muito robustamente o fluxo de dólares americanos aos serviços militares, de segurança e de inteligência" da ilha, e dará "passos concretos para assegurar-se que os investimentos" de empresas americanas "fluem diretamente ao povo".

"Implementaremos a proibição do turismo e implementaremos o embargo", sentenciou Trump.

As mudanças anunciadas pela Casa Branca incluem a proibição das viagens individuais para fazer contatos com o povo cubano, conhecidos em inglês como "people to people travel", e a possibilidade de auditoria a todos os americanos que visitem Cuba para comprovar que não violam as sanções dos EUA.

Fonte: Hosteltur

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Novas regras para rotativo diminuem juros do cartão de crédito, mostra pesquisa

As novas regras para o rotativo do cartão, que começaram a valer no início de abril, estão causando um efeito de queda dos juros da modalidade de crédito, que têm as taxas mais caras do mercado. É o que aponta pesquisa divulgada pela Associação Nacional de Executivos de Finanças (Anefac). Os juros do cartão recuaram de 14,31% em abril para 13,25% em maio, segundo o estudo.

A Anefac realiza todo mês a pesquisa com a variação dos juros para pessoas físicas e jurídicas. Em maio, o estudo mostrou queda de taxas de juros em todas as modalidades para pessoa física.

Além do cartão de crédito, que registrou a queda mais expressiva, houve recuo de 0,08 ponto percentual nos juros empréstimo pessoal em financeiras, que caíram de 8,15% para 8,07%. As taxas do empréstimo pessoal em bancos caíram 0,04 ponto percentual, de 4,45% para 4,41%.

No comércio a queda também foi de 0,04 ponto percentual, de 5,76% para 5,72%. Os juros do crédito pessoal automático caíram 0,03 ponto percentual, de 2,23% para 2,2%, e os do cheque especial, 0,02 ponto percentual, de 12,3% para 12,28%.

No crédito para pessoas jurídicas, a pesquisa também mostrou recuo generalizado. A taxa mensal do desconto de duplicatas barateou 0,05 ponto percentual, recuando de 2,98% para 2,92%. O crédito para capital de giro barateou 0,05 ponto percentual, caindo de 2,49% para 2,44%. Por fim, o custo do crédito via conta garantida/cheque especial caiu 0,04 ponto percentual, de 8,27% para 8,23%.

“As taxas vêm caindo em todas as categorias, mas onde caiu mais foi no crédito rotativo. Essa mudança é que provocou uma queda um pouco maior. As demais taxas de juros caíram dentro do intervalo da Selic [taxa básica de juros da economia definida pelo BC, atualmente em trajetória de queda]”, explica o economista Miguel de Oliveira, diretor-executivo da Anefac.

Novas regras
Desde o início de abril, os consumidores que não conseguem pagar integralmente a tarifa do cartão de crédito só podem ficar no crédito rotativo por 30 dias. A medida consta de reforma microeconômica anunciada pelo governo no fim do ano passado. Ultrapassado o limite, os bancos são obrigados a transferir os débitos no rotativo para o crédito parcelado, que cobra taxas menores.

O diretor da Anefac destaca que mesmo com a queda nos juros do cartão de crédito, que tende a continuar, as taxas cobradas “ainda são muito altas”. Segundo a Anefac, de junho de 2016 a março de 2017, os juros acumulados do cartão de crédito somam 436,51%.

A entidade aponta, na pesquisa, uma tendência a que as taxas de juros em geral sigam caindo, em razão das reduções da taxa Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

Desde outubro de 2016, o BC faz sucessivos cortes na Selic, devido à melhora nas expectativas quanto à queda da inflação. A Anefac ressaltou, no entanto, que ainda há risco elevado de inadimplência, o que favorece novas elevações das taxas de juros.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Desemprego deve começar a cair em agosto, diz Meirelles

Novo adepto do Twitter como plataforma de comunicação com o público, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, publicou na rede social nesta terça-feira, que espera pela queda no desemprego a partir de agosto.


Em sua avaliação, Meirelles lembrou que, pela primeira vez em três anos, o número de desempregados parou de subir em abril. "Temos que levar em conta que estamos saindo da maior recessão da nossa história, que deixou 14 milhões de brasileiros sem emprego", tuitou o ministro da Fazenda. "Os efeitos de uma recessão tão forte quanto a dos últimos anos não desaparecem do dia para a noite", completou.

Pnad. Dados divulgados em maio pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontaram que a taxa de desemprego no país alcançou 13,6% no trimestre encerrado em abril, o pior desempenho para essa época do ano dentro da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012. Ainda assim, o resultado indicou uma estabilização da taxa em relação ao período anterior.

Em abril, a população desocupada teve ligeiro recuo em relação a março: 14,048 milhões ante 14,176 milhões. A população ocupada cresceu de 88,947 milhões para 89,238 milhões. A taxa de desemprego saiu de 13,7% para 13,6%, a primeira redução desde outubro de 2014. No entanto, dois terços das informações levadas em consideração são repetidas, o que impede que os dados sejam comparáveis, alertou Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Porto Rico decide ser 51º estado americano; medida depende de aprovação de Trump

Eleitores de Porto Rico foram às urnas nesse domingo (11) para que a ilha se torne o 51º estado dos Estados Unidos. A abstenção no referendo foi alta, mas mesmo assim 98% dos moradores da ilha disseram sim à união com Washington. Mesmo assim o cenário é indefinido para a ilha caribenha. De um total de 2,2 milhões de eleitores registrados, cerca de meio milhão saiu para votar na consulta.

O referendo foi realizado sem o aval do Departamento de Justiça norte-americano. Até o momento, a Casa Branca não se pronunciou sobre o resultado.

A votação aconteceu no mesmo dia do tradicional desfile anual em Nova York. No segundo domingo de junho, os portorriquenhos residentes na cidade vão ao Central Park (o parque mais visitado da cidade) para celebrar o Dia de Porto Rico, que é um território sem personalidade jurídica, vinculado aos Estados Unidos.

Este ano, além da tradicional festa com música e danças, os portorriquenhos protestaram por melhores condições de vida e saúde e pediram uma solução para a situação econômica da ilha que acumula uma alta dívida externa.

Porto Rico foi tomada da Espanha pelos Estados Unidos, mas depois recebeu o estatuto de "estado livre associado", o que significa que os cidadãos também são americanos, mas com algumas ressalvas. A população não pode votar, a menos que resida nos Estados Unidos.

Mesmo com o referendo, a última palavra será de Washington. A atual administração tem apontado para um distanciamento dos latinos, com medidas como a construção de um muro na fronteira com o México e o endurecimento das leis de imigração. O presidente Donald Trump não fez nenhum comentário sobre o referendo até agora.

Mas em abril, antes de enviar a proposta orçamentária ao congresso, Trump reclamou dos gastos com a ilha, por exemplo, o Obamacare, como ficou conhecido o programa de subsídios do governo para ajudar famílias a pagar um plano de saúde, que atendia 900 mil portorriquenhos.

Fonte: Hotelstur