quarta-feira, 24 de maio de 2017

Economistas esperam desdobros da crise política para mudar projeções


Os economistas do mercado financeiro estão à espera de desdobramentos da crise política para, se for o caso, alterar suas estimativas para a economia. Esta é uma das indicações trazidas pelas projeções contidas no Relatório de Mercado Focus divulgado pelo Banco Central.

O relatório agora divulgado recebeu as projeções do mercado para a economia. Portanto, o documento já foi, em tese, impactado pela delação de executivos da JBS, cujas primeiras notícias já saíram.

Os números do Focus, no entanto, indicam que os economistas pouco alteraram as principais projeções econômicas, sendo que, quando fizeram isso, as mudanças foram favoráveis em sua maioria.

O câmbio é um bom exemplo. A projeção para o dólar no fim de 2017 caiu de R$ 3,25 para R$ 3,23 no Focus. Isso ocorreu apesar de a moeda americana ter disparado ante o real, em meio aos primeiros impactos das delações que comprometem o presidente Michel Temer. A projeção para o dólar no fim de 2018 seguiu em R$ 3,36 no Focus.

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, reconheceu em evento em São Paulo que as incertezas políticas aumentaram em função dos eventos ligados à JBS. Ainda assim, no Focus desta segunda os cálculos para o IPCA - o índice oficial de inflação - tornaram-se mais favoráveis: a taxa projetada para 2017 caiu de 3,93% para 3,92% e a inflação para 2018 foi de 4,36% para 4,34%.

No caso do PIB, as projeções seguiram congeladas ao longo de toda a semana passada, a despeito da crise política. O Focus divulgado nesta segunda indica que o mercado projeta crescimento de 0,50% em 2017 e de 2,50% em 2018.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Cinco fatos que vão mexer com a economia na semana

As atenções na semana estarão voltadas para a evolução da mais recente crise política, que tem o presidente Michel Temer como personagem central, e suas repercussões sobre a economia, em especial sobre o andamento das reformas econômicas. A avaliação entre analistas é de que o governo Temer está enfraquecido e isso aumenta o nível de incertezas, o que deve manter elevada a volatilidade nos mercados financeiro e de capitais.

Em razão desse quadro, ponderam, o andamento das reformas previdenciária e trabalhista deve sofrer algum atraso.

“Apesar de não haver clareza sobre a evolução da crise, o governo parece mais fragilizado diante de uma reforma complexa e polêmica, elevando o nível de incertezas na economia”, avaliaram, em relatório, os analistas do Banco Votorantim.

Na agenda econômica, estão previstas a divulgação de dados sobre o quadro fiscal do país, como a posição da dívida mobiliária na quarta-feira e, na sexta-feira, a do setor público consolidada.

No exterior, o Federal Reserve (Fed) divulga a ata da última reunião do comitê de política monetária (Fomc, na sigla em inglês), que decidiu por manter os juros na faixa de 0,75% a 1% ao ano. O documento pode confirmar a expectativa de um aumento na reunião de junho.


DIA 22 - CRISE POLÍTICA
Enfraquecido pelo conteúdo das delações premiadas de Joesley Batista e outros executivos da JBS, o presidente Michel Temer (PMDB) deve trabalhar para evitar um esvaziamento da base aliada. As negociações para garantir a aprovação das reformas ficam mais difíceis.

DIA 24 - EUA
O Federal Reserve (Fed, o bc americano), comando por Janet Yellen, divulga a ata da reunião que mante os juros entre 0,75% a 1% ao ano. A expectativa é que o documento indique um cenário favorável para uma elevação de 0,25 ponto percentual na reunião de junho.

DÍVIDA PÚBLICA
O Tesouro Nacional irá divulgar os dados relacionados à dívida pública federal interna e externa referente ao mês de abril. O documento deve indicar uma redução dos custo da dívida, dado o ciclo de redução da Selic.

DIA 25 - CRÉDITO
O Banco Central (BC) publica os dados referentes ao mercado de crédito do mês de abril. Se os dados continuarem a mostrar uma estabilidade ou controle da inadimplência, é possível ver alguma melhora nos spreads (diferença entre a taxa de captação dos bancos e o valor cobrado dos clientes)

DIA 26 - SETOR PÚBLICO
O BC divulga os dados do setor público consolidado. A arrecadação mais fraca que o esperado deve fazer com que o déficit primário (gastos acima da arrecadação) continue em patamares elevados, assim como a relação entre dívida e PIB.

Fonte: Extra

terça-feira, 2 de maio de 2017

Bolsas asiáticas têm pior mês de 2017 com preocupação sobre regulação e economia


Os mercados acionários da China tiveram pouca variação nesta sexta-feira (28), mas registraram o pior mês no ano por receio de que os reguladores vão intensificar a repressão contra os riscos de financiamento e especulação, além das insistentes preocupações sobre o crescimento econômico.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 0,2%. Já Xangai teve alta de 0,08%.

Os investidores chineses temem que não haja um afrouxamento na campanha mais recente, após o presidente chinês, Xi Jinping, ter feito um raro discurso nesta semana sobre a estabilidade financeira.

Já o índice MSCI recuava nesta sexta-feira, com os investidores realizando lucros depois de uma semana forte.

Às 7:34, o índice MSCI, que reúne ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão, tinha queda de 0,16%. 

O índice Nikkei da Bolsa de Valores de Tóquio fechou em baixa de 0,29%, aos 19.196,74 pontos. O segundo indicador, o Topix, que reúne os valores da primeira seção, caiu 0,32%, para 1.531,80 pontos.

Já as ações de Taiwan fecharam em alta no pregão de sexta, com ganhos nos setores de Automotivo, Têxtil e Hotelaria, levando as ações a uma alta. No encerramento, o Índice Taiwan Weighted avançou 0,12%.