segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Alta do dólar leva brasileiros a reduzir quase à metade gastos no exterior

Com o dólar mais caro, os gastos de brasileiros em viagens internacionais caíram quase pela metade (46,99%), em setembro deste ano, na comparação com igual período do ano passado.

*Da Agência Brasil


De acordo com o Banco Central (BC), no mês passado, essas despesas somaram US$ 1,260 bilhão. Tais gastos são os menores para o mês, na nova série histórica do BC, atualizada de acordo com nova metodologia e iniciada em janeiro de 2010.
De janeiro a setembro, os gastos chegaram a US$ 14,139 bilhões, com queda de 27,78% na comparação com igual período de 2014 (US$ 19,579 bilhões).
As receitas de estrangeiros em viagem ao Brasil ficaram estáveis em setembro deste ano (US$ 486 milhões), na comparação com o mesmo mês de 2014. De janeiro a setembro, eles gastaram no país US$ 4,333 bilhões, com queda de 18,99% na comparação com igual período do ano passado (US$ 5,349 bilhões).
Com esses resultados de gastos e receitas, a conta de viagens internacionais ficou deficitária em US$ 774 milhões, em setembro, e em US$ 9,806 bilhões, nos nove meses do ano.
As viagens internacionais fazem parte da conta de serviços, que também tem dados de receitas e despesas com transportes, seguros, serviços financeiros e  aluguel de equipamentos, entre outros. Segundo o chefe adjunto do Departamento Econômico do BC, Fernando Rocha, os serviços são um dos itens da conta total de transações do Brasil com o exterior, que apresentam saldo negativo menor este ano.
Esse saldo negativo menor das transações com o exterior é influenciado pela alta do dólar, o que torna mais favorável a venda de produtos e oferta de serviços de brasileiros no exterior e mais caro comprar de estrangeiros. Rocha disse que o resultado das transações brasileiras com o exterior também é influenciado pela “fraca atividade econômica”.
Em setembro, o saldo negativo das transações correntes, que são as compras e vendas de mercadorias e serviços do país com o mundo, ficou em US$ 3,076 bilhões e acumulou US$ 49,362 bilhões nos nove meses do ano.

Fonte: Hotelstur

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Brasil precisa avançar no comércio exterior

País peca e perde espaço em mercados estrangeiros.

Um dos pontos que preocupam o setor, trata-se do fato de Brasil ter perdido espaço em mercados estrangeiros como o americano. Para Claudio Loureiro, da Centronave, devemos descobrir como faremos para conquistar novos mercados e exportar mais e, para ele, o que fará com que tenhamos mais presença em mercados externos será de ganhos de produtividade, eficiência e, com isso, competitividade. Na prática, seria reavaliar as cadeias produtivas, as cargas e o nosso sistema tributário. “Basicamente, devemos nos antecipar aos problemas, atacar as questões dos gargalos eliminando problemas burocráticos e estruturais, padronizar e unificar ações dos órgãos intervenientes, bem como melhorar os acessos”, resume.

Para Roberto Lopes, diretor de Operações da LOGZ Logística Brasil SA., o País pode exportar mais, porém, para isso, a meta deve ser reduzir custos. “Isso seria alcançado com a redução dos impostos, bem como com a simplificação de nosso sistema tributário. Quando falamos em reforma do sistema tributário devemos saber que aí também está englobada uma reforma da legislação trabalhista, haja vista que temos encargos salariais muito altos que minam a nossa competitividade. Outra coisa que devemos ter em mente também é como capacitarmos nossa mão de obra para que ela esteja apta a competir neste mercado global. Investir num ensino de qualidade é fundamental. Nossa indústria, que tem perdido espaço ano a ano, seria a maior beneficiada com uma reforma tributária e com uma melhoria do ensino. Outra frente são os investimentos necessários para gerar um sistema logístico integrado e eficiente”, opina.

De acordo com Patrício Junior, Presidente do Porto Itapoá, em Santa Catarina, para conquistar novos mercados, é preciso estabelecer programas que contemplem a eliminação de custos e ineficiências, diminuir a permanência dos navios nos portos entre retirada e saída da carga, que são muito elevadas se comparadas aos complexos estrangeiros e estimular a renovação de contratos de arrendamentos e a expansão e melhoria de terminais mais antigos.


PONTOS A SEREM SUPERADOS
- É preciso reavaliar as cadeias produtivas, as cargas e o sistema tributário brasileiro
- Superar as questões dos gargalos eliminando problemas burocráticos e estruturais
- Padronizar e unificar ações dos órgãos intervenientes, bem como melhorar os acessos aos portos e terminais
- Simplificar o sistema tributário
- Reduzir custos
- Rever a legislação trabalhista
- Investir em mão de obra qualificada



quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Empreender não tem idade: Conheça quatro crianças que começaram cedo

Quando pequeno, você provavelmente sonhou em ter várias profissões, brincou fingindo ser bombeiro, professor, artista, não importa a profissão, você colocou todas suas apostas nisso, sonhou grande, criou cenários, clientes, espectadores ou pacientes. Você provavelmente mudou de ideia antes mesmo de poder realizar algum dos seus sonhos, mas e quando o sonho de uma criança vira realidade e é conquistado antes mesmo de ser adulto? Para alguns pequenos seu sonho é fazer a diferença no mundo, ter uma empresa ou criar coisas que ainda ninguém pensou!

Em clima de Dia das Crianças, iremos contar sobre crianças e pré-adolescentes  que conseguiram tornar suas ideias em empreendimentos de sucesso.

biel-baumBiel Baum
Ao ver a mãe, que cuidava de doentes renais, aos 4 anos, Biel via a necessidade de querer ajudar essas pessoas, sabia que iria demorar muito para poder ajudar se esperasse para ser médico ou bombeiro, então decidiu agir, se tornou vegetariano e hoje, aos 12 anos, apresenta o programa Arte na Cozinha onde compartilha várias receitas saudáveis e apresenta palestras e oficinas em todo mundo.

Ele ainda possui projetos futuros como:  criar um menu infantil para os restaurantes, preocupado com a alimentação saudável para crianças, em sua palestra no TED ele diz “Nenhuma criança merece comer nuggets, batatinha frita e espaguete à bolonhesa”. Algumas características de Biel como curiosidade e pró atividade fizeram com que ele conseguisse ajudar a solucionar um problema que enxergava. Quando nos tornamos “gente grande”, talvez perdemos um pouco desse lado que sonha em resolver os grandes problemas, mas não podemos desistir dessas características.


Leanna Archer
Leanna-Archer-1
A pequena Leanna teve a ideia de fabricar produtos para o cabelo aos 8 anos, quando já produzia seus próprios produtos com a receita secreta da avó e seus cabelos eram sempre elogiados, então, decidiu distribuir amostras grátis para sua família e amigos. As pessoas começaram a gostar e se oferecerem para comprar.

Usando a criatividade para desenvolver novas fórmulas, em seu porão, ela conseguiu expandir o negócio e com foco que já mais de 8 anos e 8 colaboradores. Hoje, Leanna está com 19 anos, produz produtos orgânicos como shampoos, pomadas e condicionadores feitos de óleo de abacate, hibisco, amêndoas e quinoa, A companhia Leanna’s Inc chega a faturar US$ 500 mil em um ano.


moziah-bridgesMoziah Bridges
Enxergando uma brecha no mercado de gravatas borboleta quando procurou um modelo que o agradasse, o fashionista e visionário Moziah, que na época tinha 9 anos, pediu para sua avó o ensinar a costurar suas próprias gravatas, em poucos meses, ele havia criado uma coleção de gravatas.

Com a divulgação boca-a-boca o menino começou a ter pedidos pelo Facebook e conforme os pedidos aumentavam, mais pessoas da família o ajudavam a costurar, como a mãe, a avó e outros familiares. Aos 13 anos, ele conquistou o empreendedor Daymond John como mentor, uma loja online, distribuição em diversas lojas nos Estados Unidos, emprega um time com 5 profissionais e fatura US$150 mil.

Fraser Doherty
fraser
Ele afirma que desejava abrir seu próprio negócio desde os 8 anos, mas foi aos 14 anos que enxergou a oportunidade em algo que estava em seu cotidiano familiar, o garoto se interessou pelas receitas de geleia da avó e pediu a ela para ensiná-lo, no começo, vendeu para sua vizinhança e aos poucos para alguns mercadinhos locais. Com a curiosidade e vontade de produzir um produto melhor, pesquisou como produzir uma geleia com 100% da fruta e criou a marca “SuperJam”.

Após participar de um evento de negócios, com onde possíveis fornecedores, expos suas ideias para uma grande rede de supermercados no Reino Unido, com quem fez uma parceria e aprimorou o projeto. Um ano depois, as geleias são vendidas em toda a rede de supermercados.

Fonte: LoveMondays