terça-feira, 29 de setembro de 2015


Amanhã, 30 de setembro, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul realiza cerimonia em homenagem aos 50 anos da Administração no Brasil, completados neste ano.

O deputado estadual e Adm. Eduardo Loureiro será o anfitrião da solenidade. O evento acontece às 14h, no Plenário da Assembleia Legislativa (R. Marechal Teodoro, 101), em Porto Alegre.

O CRA-RS e o Grupo Exim convidam todos Administradores para prestigiar esta homenagem alusiva ao jubileu de ouro e regulamentação profissional. Participe!

Fonte: CRA-RS

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Governo prevê queda de 2,44% no PIB e inflação de 9,29% em 2015


O governo federal prevê, para este ano, uma queda maior do PIB (Produto Interno Bruto, soma dos bens e riquezas produzidos em um país) do que anteriormente. Em lugar da retração de 1,49%, a equipe econômica trabalha com uma possível contração de 2,44%. A previsão de inflação para 2015 também foi alterada de 9% para 9,29%.

*Da Agência Brasil

As mudanças estão no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas do quarto bimestre, divulgado ontem (22) pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. O relatório, publicado a cada dois meses, traz atualização das previsões de arrecadação, gastos e metas do governo, além de revisão das projeções para os principais indicadores econômicos.
O documento é encaminhado ao Congresso Nacional e passa a servir de base para o acompanhamento da execução do Orçamento.

As projeções do mercado financeiro para os indicadores econômicos em 2015 são mais pessimistas que as do governo. Analistas e investidores preveem queda de 2,7% do PIB e inflação em 9,34% ao fim deste ano. As previsões estão no mais recente boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central junto a instituições financeiras do país.

Fonte: Hotelstur

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Dólar alto é negócio para exportador

Dólar alto é negócio para exportador

Em uma fábrica de teares, a exportação corresponde a 45% do faturamento. Aumentos provocados pela alta da moeda americana geram perdas a prazo.

Para as indústrias, a valorização da moeda americana frente ao real tem um lado bom e um ruim.

Dólar alto não combina com barulho de buzina. Em um modelo de carro fabricado no Brasil, 80% dos componentes são importados. As peças chegam pelo porto de Santos e o transporte até lá também é pago em dólar. A fábrica, que nos últimos dois anos, demitiu quase metade dos funcionários por conta da crise, tomou agora outra bordoada. “Há três anos o dólar estava por volta de R$ 1,80, R$ 1,90. Hoje a gente está liberando no porto a R$ 4,05”, diz Josué Paula, diretor geral.

Em outra fábrica, o real baratinho, tão desvalorizado perante o dólar, deixa as máquinas que eles fabricam mais atraentes aos olhos do mundo. Os teares ficaram cerca de 20% mais baratos que os dos concorrentes. As exportações estão salvando a pátria, já que o mercado interno está parado. “Inicialmente a nossa exportação representava 10% do faturamento da empresa. Hoje essa exportação corresponde a 45% do faturamento”, diz Ricardo Rossi, coordenador de marketing internacional.

O problema é que atrás da disparada do dólar, que até beneficia alguns, vem outros aumentos que prejudicam toda a economia: inflação e juros altos são consequências ruins para todo mundo.

Os fertilizantes, comprados em larga escala no exterior, vão pressionar os preços dos produtos agrícolas. Já a farinha de trigo, usada para fazer o pãozinho e massas, como o macarrão, é importada em grandes volumes da Argentina. Ou seja, com o dólar alto, vem mais pressão inflacionária por ai.

“A inflação vai acabar tendo um aumento nos custos internos, salário e demais custos em geral, em reais. Então essa vantagem que agora parece enorme ela vai dissipando e vai diminuindo e diminuindo ao longo do tempo”, explica Ricardo Rossi.

“Se o dólar é a dois, vamos trabalhar pra ser competitivo a dois. Se o dólar é a quatro, vamos trabalhar pra ser competitivo a quatro. A gente precisa, realmente, ter uma visão de longo prazo, porque ninguém consegue planejar de um ano para o outro”, diz Josué Paula.

Fonte: O Globo / Grupo Exim

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Qual o cenário para o dólar?

Qual o cenário para o dólar?


Qual o cenário para o dólar? Nossa estimativa para a taxa de câmbio de médio prazo é algo próximo dos R$ 3,75. Entendemos que a moeda norte-americana deve manter a tendência estrutural de valorização. Temos recomendado a compra de dólares contra o real desde a marca de R$ 1,90 e reiteramos a perspectiva em prol de um câmbio mais alto.
A combinação de necessidade de redução do programa de fornecimento de liquidez nos Estados Unidos a médio prazo com problemas crônicos da economia brasileira referenda a tese de desvalorização do real.
Obviamente, não se supõe, nem de perto, uma trajetória linear nessa tendência de alta para o dólar. A caminhada rumo ao intervalo de valores esperado, caso confirmada, será acompanhada de muita volatilidade e idas e vindas. Um overshooting (repique) – que ocorre quando um ativo passa do seu equilíbrio – pode levar o dólar acima dos R$ 4,00.
A tese passa necessariamente pelo monitoramento do balanço do banco central norte-americano. Estamos claramente numa situação extrema. O passivo do Fed marca mais de US$ 4,5 trilhões. Eram US$ 800 bilhões em 2008. Cedo ou tarde, precisaremos retirar os estímulos monetários e reduzir a farra de liquidez. Se em 1929 salvou-se a moeda em detrimento da economia, agora não pode marcar o salvamento da economia em detrimento da moeda. A contrapartida será a apreciação da moeda.
Teremos óbvia diminuição da liquidez internacional nos próximos trimestres e isso joga em favor do dólar, com implicações óbvias sobre o juro de 10 anos dos Treasuries e, por conseguinte, sobre o apreçamento de todos os demais ativos de risco. Em 2011, por exemplo, o yield das notas de 10 anos do Tesouro norte-americano era de 3,6%. O prognóstico é de que caminhemos para patamares mais próximos à média histórica conforme haja recrudescimento das condições de liquidez.
Como argumento a dinâmica de mercado empurra o rendimento dos Treasuries para cima, trazendo implicações importantes não somente para o real, mas basicamente sobre todas as moedas emergentes, como por exemplo moedas brasileira, indiana e russa.
O caso brasileiro, porém, é particularmente delicado. O real é uma moeda exótica. Enfrenta volatilidade mais alta e eventos raros (aqueles cujos retornos são superiores a dois desvios-padrão da média) com frequência superior ao usualmente observado.
Além disso, Brasil é proxy de commodities. No caso de confirmar-se a esperada recuperação da moeda norte-americana, as matérias-primas tenderiam a perder força, deteriorando os termos de troca por aqui.
Do ponto de vista macro, temos ao menos cinco fatores apontando para a fragilidade adicional da moeda doméstica:
- Inflação elevada: a alta dos preços tem rodado na casa de 9% ao ano. O nível de preços é o inverso do valor da moeda. Ou seja, inflação forte significa moeda fraca.
- O PIB cresce pouco: fechamos 2014 com crescimento 0,1% e o prognóstico para 2015 é de queda de 2%. Há um esgotamento do modelo de crescimento baseado em consumo. A demanda agregada caminhou muito à frente da oferta agregada. A recuperação passa necessariamente por maior vigor dos investimentos, e isso não é um fenômeno de curto prazo. Economia fraca significa moeda fraca.
- As contas públicas estão desequilibradas e sua recomposição tem se mostrado especialmente difícil, tanto pela fraqueza da receita num ambiente de recessão quanto pelas dificuldades de aprovar no Congresso novas medidas.
- O déficit em conta corrente só faz aumentar: o saldo negativo de transações com o exterior flerta com 5% do PIB e acende o sinal amarelo. Cada vez mais, estamos dependentes do Investimento Estrangeiro Direto, que é uma variável sensível às condições de liquidez internacional.
- Há dúvida quanto à manutenção do ritmo de intervenções do Banco Central brasileiro sobre o mercado de câmbio. A nova equipe econômica do governo acena para ajuste fiscal, desrepresamento de preços e menor nível de intervenções. Em resumo, mantemos o prognóstico de valorização do dólar contra o real. 

Fonte: Empiricus

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Transporte aquaviário e ferroviário são os que mais se destacam
Segundo executivo da LG, desde o uso da cabotagem e das ferrovias redução de custos chegou a 45%



Ressaltando a importância das ferrovias no transporte intermodal, Fábio Siccherino, diretor da Embraport, explica que quando se olha os modais que mais crescem no sentido de promover a mudança da matriz de transporte, o aquaviário e ferroviário são os que mais se destacam. “O nosso caso, por exemplo, demonstra de forma efetiva esse movimento, pois houve um aumento no volume de contêineres transportados pela ferrovia e este indicador nos fez olhar para o modal de forma mais atenta”, explica o executivo.

O caso que Siccherino se refere, diz respeito ao que ocorre no Porto de Santos, onde o total transportado por meio das ferrovias vem crescendo dois dígitos por ano, porém, o modal se manteve o mesmo, mesmo com o início das operações em 2013, dos terminais Embraport e BTP (Brasil Terminal Portuário), que geraram aumento de 60% na capacidade de contêineres no Porto de Santos o que, na prática, demonstra uma logística ineficiente na região para atender a este aumento de demanda. “Para mudar este cenário, é preciso melhorar as condições de acesso ao porto, com ferrovias que tornarão a cabotagem ainda mais viável. Somete assim é possível otimizar a movimentação das cargas e reduzir custos”, diz.

Segundo o executivo, hoje, mais de 1.500 Teus são movimentados por mês pela ferrovia no Porto de Santos, sendo que a ferrovia foi inaugurada em abril de 2015. Para ele, trata-se de um modal viável, desde que isso se dê dentro do complexo para fugir do congestionamento da cidade de santos e, dentro deste cenário, é que foi possível atender a LG, que passou a usar a cabotagem e as ferrovias, reduzindo seus custos com transporte em 45%.

Segundo Carlos Neto, da LG, a operação se divide em três fases. “A carga sai de Manaus, vem de cabotagem até santos, e de lá vai para Cajamar por ferrovia. Usamos estrada somente entre nossa fábrica em Manaus até o porto. Na prática, tiramos 42 veículos das estradas entre Santos e Cajamar com o uso do trem, ganhamos agilidade e competitividade, já que em um trem conseguimos transportar 121 contêineres por semana, ou seja, qualquer problema na estrada não nos afeta”, diz. Ele conta, no entanto, que hoje há outros planos. Por exemplo, a companhia paga frete cheio para sair de Santos e ir para Cajamar de trem, e pagam frete vazio no retorno deste trecho. A ideia, segundo neto, é firmar parcerias com outros embarcadores para neste retorno compartilhar os custos pagando frete cheio.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Balança comercial: segunda semana de setembro tem superávit de US$ 888 milhões

A balança comercial da segunda semana de setembro de 2015, com quatro dias úteis, registrou superávit de US$ 888 milhões, resultado de exportações de US$ 3,246 bilhões e de importações de US$ 2,358 bilhões. Na semana, foi registrada a exportação da plataforma de petróleo P-67, no valor de US$ 394 milhões, para a China.

No ano, as exportações totalizaram US$ 134,759 bilhões e as importações US$ 126,015 bilhões, o que gerou um superávit US$ 8,744 bilhões. Os dados foram divulgados hoje pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Na semana, a média diária das exportações somou US$ 811,5 milhões, valor 2,5% acima da média diária de US$ 791,5 milhões da primeira semana do mês. O resultado foi consequência do aumento nas exportações de produtos manufaturados (25,5%) – especialmente uma plataforma para extração de petróleo, aviões, laminados planos, polímeros plásticos, veículos de carga e óleos combustíveis.

Por outro lado, caíram as vendas de semi manufaturados (-33,9%) – destaque para açúcar em bruto, couros e peles, celulose, óleo de soja em bruto, ouro em forma semi manufaturada –, e básicos (-4,3%), por conta de soja em grão, minério de ferro, carne de frango e suína, café em grão, milho em grão.

A média diária das exportações até a segunda semana de setembro deste ano (US$ 801,5 milhões) registrou alta de 8,7% no comparativo com o resultado de agosto de 2015 (US$ 737,4 milhões) em virtude do aumento nas vendas de produtos: manufaturados (22,7%) e básicos (1,8%). Entretanto, houve queda nas vendas de semi manufaturados (-5,2%). Já no comparativo com setembro do ano passado (média diária de US$ 891,6 milhões), houve retração de 10,1%.

Do lado das importações, houve retração de 9,7% no comparativo entre a média da segunda semana (US$ 589,5 milhões) e a média da primeira semana de setembro (US$ 653 milhões), explicada, principalmente, pela queda nos gastos com combustíveis e lubrificantes, equipamentos mecânicos, veículos automóveis e partes, produtos químicos orgânicos e inorgânicos, adubos e fertilizantes e farmacêuticos.

Nas importações, a média diária até a segunda semana de setembro de 2015, ante a média diária do mês passado, registrou crescimento de 2%, pelos aumentos de desembarques de adubos e fertilizantes (+41,5%), farmacêuticos (+36,7%), instrumentos de ótica e precisão (+12,9%) e produtos químicos orgânicos e inorgânicos (+6,1%).

Na comparação com a média diária de setembro de 2014 (US$ 934,5 milhões), houve redução de 33,5% em virtude de gastos, principalmente, com combustíveis e lubrificantes (-76,4%), siderúrgicos (-40,3%), aparelhos eletroeletrônicos (-29,8%), veículos automóveis e partes (-28,7%) e equipamentos mecânicos (-24%).

Ano
Até a segunda semana de setembro, as exportações totalizaram US$ 134,759 bilhões e as importações, US$ 126,015 bilhões, gerando um superávit US$ 8,744 bilhões. As exportações acumularam média diária de US$ 774,5 milhões, valor 16,2% menor que o verificado no mesmo período de 2014 (US$ 924,7 milhões). As importações apresentaram desempenho médio diário US$ 724,2 milhões, 21,9% abaixo do registrado no mesmo período de 2014 (US$ 927,6 milhões). No ano, a corrente de comércio soma US$ 260,774 bilhões, com desempenho médio diário de US$ 1,498 bilhão. O valor é 19,1% menor que o verificado em 2014 (US$ 1,852 bilhão).

Fonte: Exportnews

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Entenda os motivos, consequências do rebaixamento da nota do Brasil


Nesta quarta-feira, a agência de avaliação de risco Standard & Poor's indicou que o Brasil pode perder vaga no chamado clube dos bons pagadores, ao rebaixar a nota de crédito da dívida do Brasil de BBB- para BB+. Entenda como é feita a avaliação e quais as consequências da decisão:

O que é rating
O rating, ou avaliação de risco, é feito por agências especializadas — as mais importantes são três, Standard & Poor's, Moody's e Fitch — para ajudar investidores internacionais a avaliar a conveniência e a remuneração de aplicar seus recursos em papéis que representam dívida. É feita tanto para países quanto para empresas. No caso dos países, o que está em questão é a chamada "dívida soberana", emitida por governos.

O que é grau de investimento
As notas dadas pelas agências são organizadas em dois grandes grupos, um de baixo risco, chamado grau de investimento, e outro de risco mais elevado, chamado grau especulativo. O primeiro grupo equivale a uma espécie de clube de países considerados bons pagadores. O segundo também recebe investimentos, mas quem aplica exige uma remuneração maior, expressa em taxas de juro pagas pelo emissor da dívida.
Para que serve
O rating é uma forma de medir o risco de investir. Quando a nota cai, indica que os investidores vão exigir remuneração proporcionalmente maior para aplicar seus recursos em determinado país. Além disso, vários fundos de pensão têm regras que exigem notas de duas diferentes agências em grau de investimento para comprar papéis da dívida. Sem essa condição, sequer fazem o investimento.

O que as agências observam
A principal análise é a trajetória da dívida. Se está estável ou diminuindo em relação do PIB, significa que a capacidade de pagamento melhora e o país se torna mais confiável. Ao justificar os motivos para cortar e colocar em perspectiva negativa a nota do Brasil, a S&P mencionou "os desafios políticos" que continuam crescendo, e a "menor convicção" do governo brasileiro em relação à política fiscal. Com o déficit primário no orçamento previsto para 2016, o Brasil não só deixaria de pagar a dívida como somaria os juros ao estoque total, elevando o peso do endividamento sobre o PIB, principalmente depois da queda prevista para este ano e, provavelmente, do próximo.

Sinais de alerta
Outros dois indicadores de risco país — o índice EMBI+, do banco JP Morgan, e o prêmio pago por derivativos chamados Credit Default Swap (CDS) — já vinham subindo muito antes do anúncio da S&P. Analistas apontavam, inclusive, um distanciamento entre os sinais destes indicadores e os fornecidos pelas agências de risco.

Alívio temporário
Embora tenha perdido a nota em grau de investimento de uma das três principais agências, o Brasil ainda mantém os requisitos básicos para investimentos institucionais. No entanto, há tendência de a avaliação se alinhar com o tempo. O maior risco, agora, é a perda do grau de investimento também da Moody's. A terceira, a Fitch, ainda tem nota dois degraus acima da "fronteira" entre o grau de investimento e o especulativo.

As consequências
— Perda de investimentos
Com a perda do selo de bom pagador, investidores estrangeiros — principalmente fundos de pensão, que têm exigência de duas notas em grau de investimento para fazer aportes 3 tendem a deixar de aplicar recursos no Brasil. Além disso, dinheiro já investido aqui deve migrar para outros mercados, provocando uma fuga de capital.

Alta do dólar
A saída de recursos estrangeiros do país provoca escassez de dólares no Brasil, o que leva a uma natural alta da moeda americana. Como já existe muito nervosismo do mercado, essa consequência tende a ser acentuada. A lógica é simples, obedecendo a lei de oferta e demanda: com menos dólares no Brasil, a moeda se torna mais cara por aqui.

Crédito mais caro
Empresas brasileiras também são afetadas pela deterioração da nota de crédito brasileira. Especialistas apontam como outro possível risco a elevação das taxas de juros pagas por companhias brasileiras que quiserem captar recursos no Exterior.


Fonte: Zero Hora

Dólar chega a R$ 3,90 após Brasil perder grau de investimento




O dólar sofre forte alta nesta quinta-feira, um dia depois de o Brasil ter a nota de crédito rebaixada pela agência de avaliação de risco Standard & Poor's. Às 9h30min, a moeda americana chegou a R$ 3,9015 (alta de 2,7%). 

Depois de alcançar essa marca, o valor do dólar começou a cair. Às 10h40min, a cotação estava em R$ 3,8590, um aumento de 1,6%.

Na quarta-feira, o dólar havia registrado a segunda queda seguida, atingindo o patamar de R$ 3,7994. Na véspera, a moeda americana recuou 1,07%. A desvalorização ocorreu devido ao otimismo do mercado após o governo da China dizer que pretende adotar medidas para estimular a economia. 

Bolsa opera em queda
A Bolsa de Valores de São Paulo também sofre o impacto da perda do selo de bom pagador do Brasil. Às 10h43min, o Ibovespa registrava queda de 1,35%.

O Brasil teve a nota de crédito rebaixada no fim da tarde de quinta-feira, indicando que o país pode perder vaga no clube dos bons pagadores. Na nota da agência que justifica a medida, foi citado o orçamento de 2016 com déficit e a crise política nacional.

Fonte: Zero Hora em 10/09/2015

Confira em a página do Grupo Exim a cotação do dólar para hoje.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Fiscais prometem greve e podem comprometer exportações


SISCOMEX - EMPRESA AUTUADA

A operação objeto do Auto de Infração diz respeito às COMISSÕES DE AGENTES - previstas no Capítulo 2, com obrigatoriedade de registro desde dezembro de 2012.

Os dados para atuação foram extraídos do Siscomex, no módulo exportação, relativamente a 350 despachos de exportação. Notem que o cliente não registrou nada no Siscoserv e mesmo assim foi descoberto. 

Especificamente neste caso a Receita Federal aplicou diversas multas de R$ 1.500,00 por mês de atraso para cada RAS não feito, e mais outras tantas multas de R$ 1.500,00 por mês de atraso para cada RP não feito. Ou seja, multas cumulativas mensais para cada RAS e RP correlato, não efetuados, derrubando a expectativa de alguns contribuintes da não cumulatividade mensal por caso.
 
Isso tudo totalizou a multa de R$ 5.000.000,00 para uma empresa que tem um patrimônio de somente R$ 1.000.000,00.
 
Agora caberá a nós impugnar administrativamente e esperar alguns anos para tentar reverter a multa ou diminuí-la.
 
Não raramente, os clientes de Consultoria e de Terceirização de Registros de nossa empresa ficam surpresos quando os alertamos sobre a necessidade de declarar tais operações.
 
Isso ocorre porque para Exportadores, a visualização desta relação contratual muitas vezes não é tão simples, uma vez que, já recebem o fruto da venda de suas exportações considerando os valores de comissões descontados de tal recebimento.
 
Além disso, não somente para essas operações, mais especialmente para este caso objeto de autuação, as empresas muito raramente possuem contratos com seus representantes no exterior - o que dificulta - e muito, a visualização das métricas utilizadas para contagem de prazos, início e fim dos serviços, entre outros.
 
A aplicação do Auto de Infração a este contribuinte também nos pega de surpresa, não no sentido de que tais operações seriam objeto de fiscalização, mas pela velocidade com que isso ocorreu. Muito antes do que imaginávamos, a Receita Federal do Brasil, em cruzamento de dados com o Siscomex, conseguiu visualizar que tais operações não haviam sido declaradas pelo contribuinte - assim como, ao que tudo indica, fará com a questão dos fretes.
 
Dessa forma, reiteramos de forma ostensiva, a necessidade das empresas buscarem a regularização de seus registros atrasados, urgentemente a fim de evitarem dissabores com autos de infração.
 
Entendemos que a Receita Federal vai preferir autuar aqueles que nada fizeram, do que aqueles que tomaram alguma atitude, ainda que em atraso, porque neste último caso configurar-se-á o instituto da denúncia espontânea.
 
Portanto recomendamos que regularizem seus atrasados o mais rápido possível!
 
Saiba mais sobre o caso assistindo nosso vídeo, clicando aqui!

Fonte: Canal Aduaneiro 

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Secex simplifica procedimentos e diminui uso de papel nas operações de comércio exterior


Foi publicada nesta segunda-feira a Portaria Secex nº 61/2015, que altera a Portaria Secex nº 23/2011 com o objetivo de simplificar alguns procedimentos realizados pelo Departamento de Operações de Comércio Exterior (Decex), bem como de divulgar o cronograma para que todos os documentos referentes a processos de competência do Decex passem a ser encaminhados pelo módulo de Anexação de Documentos do Portal Único de Comércio Exterior.

Simplificação de Procedimentos
Uma alteração que será imediatamente percebida pelos importadores é a transferência da análise de pedidos de Licença de Importação (LI) envolvendo cotas tarifárias amparadas por acordos celebrados no âmbito da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi). A análise passa a ser feita diretamente pelo Decex e não mais pelas agências do Banco do Brasil. Outra mudança em vigor a partir de agora é que o importador passa a não mais ser obrigado a apresentar ao Decex o Certificado de Origem Preferencial a cada operação, mas somente quando solicitado pelo departamento. Além disso, a portaria traz informações detalhadas referentes aos critérios de distribuição de cada uma das cotas em questão, para garantir mais transparência ao processo.

Jogos Olímpicos e Paralímpicos
A portaria publicada hoje também dispõe sobre procedimentos aplicáveis às importações destinadas aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, para as quais o licenciamento de competência do Decex poderá ser efetuado após o embarque da mercadoria no exterior, desde que anteriormente ao despacho aduaneiro realizado no Brasil, a fim de dar maior celeridade nas importações necessárias para realização do evento.

Anexação de Documentos
Além disso, a Portaria Secex nº 61/2015 apresenta o cronograma que finaliza a adesão dos processos do Decex no módulo de Anexação de Documentos do Portal Único. De acordo com esse cronograma, a partir de 15/10/2015 será possível o envio eletrônico de todos os documentos necessários para cumprimento de exigências formuladas no curso de todas as operações de comércio exterior – importação, exportação ou drawback – de competência do departamento. Além disso, até 31/12/2015, os documentos poderão ser encaminhados por meio físico, via protocolo da Secex, ou pela ferramenta de anexação eletrônica. A partir de 01/01/2016 o sistema eletrônico será empregado, de forma exclusiva, para todos os tipos de documentos apresentados ao Decex pelos operadores de comércio exterior.

A eliminação do papel nas operações de comércio exterior é uma das metas assumidas dentro do pilar de facilitação de comércio do Plano Nacional de Exportações anunciado pelo governo federal em junho deste ano. O módulo de Anexação de Documentos é um dos projetos do Portal Único de Comércio Exterior, que tem como foco a redução da burocracia nos processos, por meio da maior integração entre os sistemas dos órgãos envolvidos. Cada etapa concluída permite uma maior simplificação para as empresas e com isso a melhoria no ambiente de negócios do país.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

31/08/2015 - Notícia Siscomex Exportação nº 81/2015


Informamos que, a partir de 31/08/2015, haverá alteração no tratamento administrativo aplicado às exportações de produtos sujeitos a anuência prévia da Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados do Exército brasileiro (DFPC).
As exportações dos produtos classificados na NCM abaixo descrita passarão a ser classificados de acordo com os seguintes destaques de exportação:
2929.90.90 – Outros compostos de outras funções nitrogenadas (Azotadas)
Destaque 001 – Cloreto de Fenilcarbilamina
Destaque 002 – Nitroguanidina
Destaque 003 – Butiltetril (2,4,6-Trinitrofenil-N-Butilnitramina)
Destaque 99 – Outros
Departamento de Operações de Comércio Exterior